Posted by : Unknown quarta-feira, 25 de junho de 2014


     Espalhou-se pela mídia local, nas últimas semanas, que os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI's) não estariam "abertos" durante o período de 16 de junho à 11 de julho do ano corrente porque os atendentes infantis queriam folgar ou que o CME (Conselho Municipal de Educação) e SMED (Secretaria Municipal de Educação) teriam elaborado calendário “maroto”, “corporativista”..

EXISTE GRANDE EQUÍVOCO NESTA INTERPRETAÇÃO, QUE DEVE SER ESCLARECIDO DE UMA VEZ POR TODAS.

     O CME, no uso de suas atribuições, protocolou junto à SMED a proposta vencedora do calendário escolar unificado, proposta esta que foi debatida incansavelmente, por todos os CMEI’s e Escolas. Nesta documentação também ficou estabelecido que as atividades dos CMEI's não seriam interrompidas no período do recesso escolar e férias. De acordo com os documentos, os educadores estariam em período de recesso para cursos de capacitação, de preparação de materiais para o 2ª semestre, organização das salas, etc, porém, o Município, através de outras Secretarias, deveria dar continuidade ao serviço público nos CMEI's, podendo, inclusive, utilizar o espaço físico das unidades educacionais.
     Uma Ação Civil Pública foi ajuizada contra o Município de Araucária, visando a continuidade do atendimento dos menores durante o período do recesso escolar e férias. Inclusive, foi proferida, neste processo, uma decisão liminar, determinando que a Prefeitura de Araucária mantenha a continuidade (não interrupção) do fornecimento de serviço público de atendimento em creches e pré-escolas municipais. Pelo que aparenta até mesmo o Poder Judiciário - provavelmente influenciado pela mídia ou por boatos, acreditou que aconteceria a paralisação do serviço público.
     Na decisão liminar, a Juíza Maria Cristina Franco Chaves não invalida o recesso escolar, bem como não determina que a prestação do serviço público nos CMEI's seja executada pelos educadores infantis. Na realidade, a decisão vem em encontro com o parecer do CME, protocolado junto à SMED, que previa a não interrupção do serviço público pelo Município.

DOS ESCLARECIMENTOS

     
     O CME, através da presente nota de repúdio, tem a informar à População, ao Prefeito do Município e às demais autoridades que não se deve confundir o período de recesso escolar com a paralisação do serviço público ou com o período de férias coletivas. Em nenhum momento, como já dito, ficou estabelecida a paralisação dos serviços nos CMEI's. Na realidade, o calendário prevê que o intervalo entre semestres refere-se ao recesso escolar que, inclusive, obedeceu as orientações do Ministério da Educação e do CNE, bem como as previsões da Constituição Federal.
     Cabe informar também que o CME foi criado por Lei Municipal e tem caráter normativo, consultivo e deliberativo sobre a formulação e o planejamento das políticas de educação do Município; é de sua competência, entre outras, autorizar a elaboração do Calendário Escolar, conforme as peculiaridades locais na forma da Lei 9394/96. Ainda no Regimento do CME, aprovado pelo Decreto nº 19.802/2006. diz que “O CME reunir-se-á extraordinariamente sempre que for convocado, com antecedência mínima de 02(dois)dias, por seu Presidente, pelo Prefeito Municipal, pelo Secretário Municipal de Educação, pelo Ministério Público ou por vontade manifesta e subscrita da maioria absoluta de seus membros”.
     Como podemos observar as Leis que regem a Educação do nosso Município não foram respeitadas e ficou claro que são desconhecidas por nossas autoridades.

DAS CONSEQUÊNCIAS NA VIDA DOS EDUCADORES


     Os educadores infantis estão se sentindo coagidos, posto que foram encaminhados diversos ofícios aos CMEI's, com informações que dão a entender que os mesmos não serão substituídos por outros servidores no período do recesso. Inclusive, foram encaminhadas aos educadores cópias da decisão liminar proferida na Ação Civil Pública citada. Os servidores também estão sendo alvo de chacotas por alguns pais desinformados, que insistem em dizer: "Queriam assistir a Copa do Mundo? Que pena, terão que cuidar do meu filho (a)...".
     Os atos abusivos, arbitrários e mal esclarecidos das autoridades estão prejudicando, direta e indiretamente a vida dos educadores que, com frequência, são desacatados no exercício de suas funções por pessoas que não conhecem a realidade dos fatos, sofrendo também com as consequências da violência simbólica que se propagou injustamente nas últimas semanas.

O RECESSO ESCOLAR É UM DIREITO DOS EDUCADORES, DAS CRIANÇAS, DOS PAIS E FAMILIARES E, PRINCIPALMENTE, UM DEVER DO MUNICÍPIO!

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